Biblioteca da PUCRS: Good o Bad UX?

Como ex-aluno da PUCRS, frequentei bastante a bliblioteca entre os anos de 2001 e 2007. Agora, trabalhando no Tecnopuc, voltei ao lugar depois de uma obra que o transformou num mega prédio de 15 andares. A expectativa, portanto, era grande.

Do meu ponto de vista, algumas coisas melhoraram e várias deixaram a desejar, uma misto de pontos positivos e negativos que eu exponho aqui. Me pergunto, em termos de UX (User Experience), como dá pra avaliar a nova biblioteca.

Espaços de leitura e estudo

Melhoraram consideravelmente. Sobretudo os mais abertos, com cadeiras e sofás bem apropriados pra uma leitura mais relaxada e estudos em grupo. Mesmo a biblioteca sendo um lugar silencioso por is só, talvez façam falta alguns lugares de leitura e conversa mais privada, como opção.

Foto: Biblioteca Central da PUCRS

Arquitetura

Na entrada, senti falta de algo mais convidativo. Em termos de fluxo e logística de pessoas, o novo saguão melhorou. Porém, como lugar de livros e acervo multimídia, senti falta de alguma coisa que evocasse o gosto ou a paixão pelos mesmos. O saguão tem um aspecto de máquinário hightech, num cinza metálico não amigável.

Quando aparecem, só no segundo andar, os livros ficam como que escondidos atrás de tapumes que repetem um padrão à Mondrian, que, repetido ao longo de tantas prateleiras, fica cansativo.

As rampas fizeram da biblioteca um lugar mais acessível, com certeza. A luz natural, a possibilidade de olhar pra rua ou para outros níveis dá uma sensação de liberdade e fluidez. Com uma exceção: o fluxo para andares superiores aos segundo e terceiro, que só pode ser feito por elevador, não fica claro por ausência de sinalização. Cheguei ao andar dos livros inconográficos (lá pelo 6º) por mero acaso, subindo de andar em andar para ver o que encontrava.

Acervo

Pelo vulto da obra de renovação, esperava que o acervo também ganhasse um incremento. Os livros que mais me interessam, aqueles com imagens fartas sobre Artes e Design, continuam exatamente os mesmos (conheco-os bem da época de estudante). Isso foi um motivo de decepção, pra mim.

E então… boa ou má experiência?

A experiência de ir a uma biblioteca, dentro de uma universidade, poderia ser mais rica e memorável. Um lugar onde as pessoas querem estar, e não simplemesmente um lugar onde tem que estar pra tirar livros. Nesse sentido, a bliblioteca deixa a desejar.

Eu ainda vou mais vezes pra ver se isso é só uma impressão.

Bad UX (II): a primeira (e má) impressão é a que fica?

Recentemente tive que abrir uma conta no Santander, aliando uma necessidade pessoal com novas possibilidades oferecidas pelo banco. Desde que que tomei essa decisão, de dois meses pra cá, vivi uma mini-saga para poder usar meu dinheiro normalmente.

O que quero pensar aqui é se — como user experience — uma primeira impressão ruim pode ou não ser revertida.

Comparando com experiências anteriores

Em geral avaliamos novas experiências pelas anteriores. É a nossa medida. Nesse caso, eu vinha de uma experiência positiva com o Banco do Brasil, onde nunca tive problema algum. Era isso, no mínimo, o que eu poderia esperar de um outro banco: não se incomodar. Desejo justo, não é?

Minha expectativa inicial

Não esperava nada muito além do que coloquei acima. Eu esperava simplesmente que funcionasse, o quanto antes melhor. Mesmo contando com um atendimento exemplar na agência, mofei esperando pelo meu cartão. Fiquei impossibilitado de gastar meu dinheiro.

Então passei a esperar algo… a esperar…

Comecei a pensar que guardar dinheiro de baixo do colchão era mais vantajoso. Um dia fui na agência tirar dinheiro para viajar, e pensei em distribuir uma parte nas cuecas, outra dentro da meia.

O home-banking foi a gota d’água. Uma série de procedimentos de segurança de cansar a beleza! Usabilidade pobre, interface feia e uma série de passos desnecessários para completar uma operação. Pedi para cancelar a conta, mas já cansado, fui dissuadido e… logo em seguida chegou o meu cartão.

Cansou?

Pra fechar com chave de ouro, tive problema com a senha do cartão e logo nos primeiros usos ele foi bloqueado.

(No momento em que escrevo esse texto a saga já chegou ao fim, consegui resolver a situação).

E então, meu caro amigo(a) usuário(a), meu caro prestador de serviço, você acredita que uma percepção assim pode ser revertida no desenrolar dessa experiência/relação?

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Gostou desse post? Veja uma outra Bad UX (má experiência)..

Bad UX

Olha… isso bem que pode virar uma série, mas seria bem melhor não ir muito longe com essa idéia, não sou e não quero bancar o chato. Esse camarada aqui costumava postar com regularidade — hoje se dedica a tarefas mais nobres – algumas situações inusitadas de usabilidade e design roots (cartazes feito à mão, avisos colados na porta de banheiros corporativos…). Nem todas experiências negativas, como essa que eu compartilho abaixo, mas sempre curiosas.

Trata-se de uma situação que já aconteceu mais de uma vez e que, na minha opinião, merece o selo de bad user experience (má experiência do usuário): caixa de leite com tampa abre-fácil.

A promessa é clara: ˜Prática e não derrama”. Promessa não cumprida, por mais cuidado que se tome.

Caixa de Leite

O leite derramado gera aquela sensação de frustração que Don Norman descreve tão bem em O Design do dia-a-dia. ˜O que fiz de errado?… Como sou burro!” Ao longo do livro ele vai argumentando que as coisas não são bem assim, para, em determinado momento, se tornar uma espécie de auto-ajuda para usuários (no bom sentido).

Vaquinha Esguichadora

Eita, vaquinha esguichadora!

Então fica a minha dica aos fabricantes, como designer e usuário: se a tampa abre-fácil não agrega valor positivo ao produto, de volta ao básico!