HTML5 & CSS3: aqui e agora

Motivados pelo Lincolm Aguiar (Arquiteto de Sistemas), eu e a Cris Stürm (Desenvolvedora Web) falamos essa semana sobre HTML5 e CSS3 para os colegas do Grupo RBS. A palestra — na realidade são grandes conversas de meia hora sobre assuntos que estão “quentes”, que chamamos de Hotspot — teve a intenção de equalizar os conhecimentos e expectativas em relação a essas novas especificações.

Achamos que ainda restavam alguns mitos a serem desfeitos. “– São formas totalmente inéditas de construir sites e aplicações web? Já podemos usá-los agora, ou teremos que aguardar mais um pouco?”. Espero termos respondido ou ao menos instigado-os a saber mais.

O motivo pelo qual apresentamos juntos (desenvolvedora + designer), foi o fato de que o HTM5 e o CSS3 influenciam diretamente nas escolhas do UX Designer, agregando melhorias à experiência do usuário. E também porque cada vez mais as duas funções andam (ou devem andar) juntas.

Série Aronofsky: Pi

Mais um desafio proposto e publicado pelo povo do interrogAção, o de desenhar um cartaz alternativo para as películas do diretor Darren Aronofsky. Dessa vez foi para o filme Pi, um filme deveras nervoso e angustiante. Da outra vez foi para o Cisne Negro, e a partir daí vocês imaginam o que virá (Réquiem, Lutador…).

Antes de ver o filme por completo, eu fiz um ensaiozinho que deu nesse cartaz aqui embaixo, que foi rechaçado veementemente pelos meus compatriotas por não ter nada a ver com filme. De qualquer forma, eu vou explicar o “conceito”, coisa que se tivesse que fazer lá no post deles, ia ser como dar explica pro padeiro: ele é colorido justamente pra contrastar com o tom cinza e lúgubre do filme, fazendo-lhe contraponto e enganando a torcida; a letra pi (π) compõe a paisagem, estando de acordo com proposição do filme, onde o personagem busca um padrão matemático nas coisas existentes no mundo; ele existe, afirma o meu desenho, está debaixo do nosso nariz, mas a gente até hoje não foi capaz de mapear ou decodificá-lo totalmente, assim como com a existência de Deus; por fim, o sol nascente é o sol do “my mother told me not to stare at the sun”; tá bom? Beijos.

Aqui, pra acabar com a conversa, mostro uma galeria de cartazes alternativos bem melhores que o meu e que o oficial do filme (cês não acham?). Outro beijo.

Biblioteca da PUCRS: Good o Bad UX?

Como ex-aluno da PUCRS, frequentei bastante a bliblioteca entre os anos de 2001 e 2007. Agora, trabalhando no Tecnopuc, voltei ao lugar depois de uma obra que o transformou num mega prédio de 15 andares. A expectativa, portanto, era grande.

Do meu ponto de vista, algumas coisas melhoraram e várias deixaram a desejar, uma misto de pontos positivos e negativos que eu exponho aqui. Me pergunto, em termos de UX (User Experience), como dá pra avaliar a nova biblioteca.

Espaços de leitura e estudo

Melhoraram consideravelmente. Sobretudo os mais abertos, com cadeiras e sofás bem apropriados pra uma leitura mais relaxada e estudos em grupo. Mesmo a biblioteca sendo um lugar silencioso por is só, talvez façam falta alguns lugares de leitura e conversa mais privada, como opção.

Foto: Biblioteca Central da PUCRS

Arquitetura

Na entrada, senti falta de algo mais convidativo. Em termos de fluxo e logística de pessoas, o novo saguão melhorou. Porém, como lugar de livros e acervo multimídia, senti falta de alguma coisa que evocasse o gosto ou a paixão pelos mesmos. O saguão tem um aspecto de máquinário hightech, num cinza metálico não amigável.

Quando aparecem, só no segundo andar, os livros ficam como que escondidos atrás de tapumes que repetem um padrão à Mondrian, que, repetido ao longo de tantas prateleiras, fica cansativo.

As rampas fizeram da biblioteca um lugar mais acessível, com certeza. A luz natural, a possibilidade de olhar pra rua ou para outros níveis dá uma sensação de liberdade e fluidez. Com uma exceção: o fluxo para andares superiores aos segundo e terceiro, que só pode ser feito por elevador, não fica claro por ausência de sinalização. Cheguei ao andar dos livros inconográficos (lá pelo 6º) por mero acaso, subindo de andar em andar para ver o que encontrava.

Acervo

Pelo vulto da obra de renovação, esperava que o acervo também ganhasse um incremento. Os livros que mais me interessam, aqueles com imagens fartas sobre Artes e Design, continuam exatamente os mesmos (conheco-os bem da época de estudante). Isso foi um motivo de decepção, pra mim.

E então… boa ou má experiência?

A experiência de ir a uma biblioteca, dentro de uma universidade, poderia ser mais rica e memorável. Um lugar onde as pessoas querem estar, e não simplemesmente um lugar onde tem que estar pra tirar livros. Nesse sentido, a bliblioteca deixa a desejar.

Eu ainda vou mais vezes pra ver se isso é só uma impressão.