UX Dojo (ou de como uma reunião assim pode ser produtiva)

O Jorge Audy, colega do Grupo RBS e agilista entusiasmado, já cantou a pedra aqui nesse post, o primeiro UX Dojo da nossa equipe causou uma ótima impressão!

Na minha opinião — que já havia participado de dojos feitos pela comunidade de design aqui em Porto Alegre — foi o evento mais produtivo nesse formato e com esse enfoque, o da experiência do usuário.

O que fez a reunião dar certo e ser produtiva, principalmente, foi a constituição do grupo e o problema escolhido: o problema era real, algo que merece atenção em um dos nossos produtos e que, portanto, terá melhorias num futuro próximo; o grupo era de 5 UX designers, encabeçando as duplas na hora da divisão; um mediador, que estava lá pra conduzir a dinâmica; uma PO (Product Owner), conhecedora profunda do produto, evidentemente; uma jornalista, não envolvida tanto com o desenvolvimento da tecnologia, portanto com uma visão diferente da nossa; um analista de SEO, assunto intimamente ligado à UX; 5 desenvolvedores e pessoas que espontaneamente mostraram interesse em participar quando ficaram sabendo do evento.

(Mais sobre Dojos)

Carreira em UX Design: como você se enxerga?

A partir desse texto falando sobre o crescimento de um profissional de UX, resovi pensar em alguns pontos em relação a mim mesmo.

Qual é meu processo? D que eu gosto mais?

What is your process? Which part of the process do you enjoy the most?

  • Pesquisa: sou capaz de desenvolver dois tipos de pesquisa:
    • A óbvia: visitar os lugares (sítios, livros, blogs) que todo mundo visita, perguntar aos mestres
    • A não-óbvia: ir atrás de informações mais insólitas, aquelas que aparentemente não tem nada a ver; seguir a intuição, a minha experiência e a minha percepção individudal para relacionar essas informações com o que está em questão
  • Processo: fazer (meter a mão na massa, ou fazer o processo andar), pensar sobre o fazer (como funciona? qual é o fluxo? o que há de bom ou ruim nele?) e melhorá-lo fazendo (iterações).
  • Espaço: para propor novas alternativas, para escolher fazer aquilo que gosto, para refletir/pensar.
  • Noção/Consciência: entender a gravidade dos problemas, quando surgem; entender a importância de uma solução demandada ou proposta; entender os limites da minha atuação.
  • Oportunidade + Atitude: saber a hora de agir; fazer o casamento entre o momento certo e a ação, com o objetivo de ver as minhas idéias de fato repercutirem

Priorizando necessidades e desejos

Prioritize your needs and wants.

Gosto desse vídeo pra falar sobre o que me motiva:

Me chama a atenção quando ele fala sobre três aspectos:

  • Salário: na base das nossas necessidades, precisamos ganhar o suficiente para não nos sentirmos desvalorizados, enquanto outras recompensas podem suprir o fato de não ganharmos “o melhor salário do mundo”
  • Domínio de um assunto ou matéria (Mastery): a capacidade de sermos autoridade em determinada área, pelo fato de conhecermos algo com porfundidade
  • Sentido (Purpose): ver sentido naquilo que fazemos, conseguindo se conectar consigo mesmo e com o mundo

O que você fez pra virar um UX Designer?

What was your journey to becoming a UX designer? (…) HCI and interaction design degrees are still a bit uncommon; it’s more likely that you’ll have some sort of convoluted explanation.

Na tentativa de não dar uma explicação complicada (convoluted explanation) fiz esse gráfico com minhas habilidades e fomações:

Minha Experiência + Educação

Na base, minhas formações em Comunicação e Artes Visuais, junto à prática de Designer.

E você, do que gosta mais? Como é seu processo de trabalho e suas necessidades?