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Design para a Experiência do Usuário: alguém está fazendo isso por você #livro #grátis

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livro_thiago_esserThe book is on the table(t)! Há uns vinte dias lancei esse livro sobre Experiência do Usuário (ou User Experience, UX), a partir da minha vivência profissional.

Você pode baixá-lo aqui: www.uxnivers.com/livro

Um livrinho para quem quer ser protagonista no processo de Design.

Uma conversa sobre a vivência de quem trabalha (ou quer trabalhar) com o conceito de Experiência do Usuário dentro das empresas.

Leia o capítulo 2 para ter um gostinho do que é o livro.

***

Uns dias antes, anunciei sobre a publicação do livro no meu Instagram e Facebook, com bons retornos :)

Design para a Experiência do Usuário: alguém está fazendo isso por você.
Autor: Thiago Esser
Primeira versão lançada em 14/04/2014.
Baixe grátis em www.uxnivers.com/livro

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I’m in: “The Stechknote Workbook”, by Mike Rohde

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Mike Rohde is a really nice guy: he invite people from sketchnotes community to join him on his latest book, The Sketchnote Workbook. Included… me! Great guy, isn’t he?

Page 51 from “The Sketchnote Workbook”, by Mike Rohde.

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Cover of “The Sketchnote Workbook”, by Mike Rohde.

Repercussion

An then one day this conversation started:

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Ok, vamos admitir: não somos (tão) racionais como pensamos.

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Se tem uma coisa de que nos gabamos – em relação às outras espécies – é a nossa capacidade humana de raciocinar. Nós fazemos listas, planilhas. Nós ponderamos. Nós tomamos decisões lógicas pra agora e pra daqui a anos.

O pleito recente mostra o quanto essa concepção é verdadeira (#ironia). Cada lado vociferando a sua razão…

Querem ver como funciona a razão por trás da propaganda política? No podcast Decode DC (em inglês), a apresentadora trata de desmascarar os códigos por trás da cidade de Washington DC, centro do poder norte-americano. No episódio 2, dos 05:20 em diante, discutiu-se isso (nas minhas palavras, resumido):

Os republicanos se deram conta de uma coisa antes dos democratas: o valor do uso do marketing. Boa parte dos primeiros vão a escolas de negócios, onde uma das matérias é o marketing que, por sua vez, estuda ciências cognitivas, como o cérebro funciona etc. Já os democratas, em geral estudam Direito ou Ciências Políticas, áreas focadas no pensamento racional. De acordo com esta mentalidade clássica, as pessoas agem conforme a razão. Olham pras opções diante de si e fazer uma análise de custo vs. benefício.  “A estratégia de apelar à razão não é tão eficiente quanto a outra”, diz um estudioso do asssunto. Quem coordena – e não é de agora – são os spin doctors, especialistas em transformar uma mensagem em algo a seu favor.

Observando isso e as discussões acaloradas das eleições de 2014, será que descambamos de vez para a não-razão? Será que pensar e argumentar só com a emoção é a nossa sina?

O fato é que maior parte das nossas decisões são baseadas numa área do nosso cérebro que não é consciente (não encontrei a referência, mas lembro de ter lido sobre algo como 85%), e nossa área para “processamento” consciente é bem limitada.

Dan Ariely se especializou nisso, no estudo de como nos comportamos de maneira irracional. Coletou diversos exemplos relacionados ao mundo do consumo, como esse abaixo, sobre a resistência de pagar com dinheiro em oposição a pagar com cartão:

Sebastião Salgado, que já fotografou tudo que é tipo de gente e lugar, diz que a pretensa racionalidade superior do homem é uma ilusão: “Existe uma racionalidade profunda dentro de cada espécie.” E aí ele inclui até árvores, não só os animais.

Me ocorre o seguinte: a racionalidade dos animais, não chamamos de razão, chamamos de instinto; a racionalidade das plantas, chamamos de sabedoria da natureza. Uma vez que nos afastamos muito disso, dessa naturalidade e instinto, será que não estamos sobre-valorizando a nossa razão como forma de compensar? Isto é, “eles tem aquilo, mas nós… nós temos ISSO!”

Sai razão, entra emoção?

Funcionaria, uma nova lógica baseada só em emoções e nenhuma razão? Acho que não. Mas não dá pra esconder que não nos orientamos só e predominantemente pelo 1+1=2. Admitir isso pode nos trazer alguma tranquilidade.

Pra fechar, uma referência a um cara que pensou numa nova lógica: Marshall Rosenberg e a Comunicação não-violenta. Nova lógica? Bom, talvez apenas um resgate de uma forma antiga que perdemos de se conectar consigo e com os outros.

Tomar posse das próprias emoções (e não se deixar levar simplesmente pela dos outros); trazer elas à tona, ao invés de confiar puramente na razão; observar mais, julgar menos; não se ofender mortalmente quando não tem uma vontade atendida… Tudo isso dá bastante trabalho, mas de outra forma, quem sai ganhando? Quem está com a razão?

Publicado originalmente no Medium. (foto: dierkschaefer)
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“UX para Startups”, minha palestra de agora de manhã no TDC 2014

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Essa foi a palestra que apresentei nessa manhã de sexta (17/out) no TDC 2014 Porto Alegre, dentro da Trilha Startups.

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Imagem com link para o Prezi.

Downloads

Baixe o arquivo aqui na versão em PDF ou a imagem em alta definição. Se quiser usá-la numa palestra sua, me dê um toque por email :)

Referências

Textos que me ajudaram a bolar a palestra:

Comentários ou dúvidas sobre a minha apresentação? São bem vindos aqui embaixo.

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Startup Weekend e TDC2014 Porto Alegre, tudo ao mesmo tempo :)

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Vou estar em dois eventos nesse final de semana aqui em Porto Alegre, saca só a agenda!

Startup Weekend Porto Alegre (17-19/out)

Participo desse evento como mentor junto com uma penca de gente. As inscrições já encerraram faz horas, então suponho que encontrarei um monte de startupeiros com sangue no olho pra compartilhar idéias. Se você não garantiu o bilhete, acompanha a hashtag #swpoa no twitter.

[Update 28/10/2014]: O evento foi bem massa, tá aqui uma palhinha :)

The Developers Conference 2014 – Porto Alegre (16-18/out)

Já no #TDC2014 vou participar com duas palestras:

  • Trilha Startups (sexta, 10h):

    UX Design para Startups
    Numa startup, o CLIENTE não tem sempre a razão… ele É A RAZÃO de ela existir. Mostrarei como o processo de design pode ajudar essas empresas a trilharem um caminho que vai ao encontro das pessoas (clientes, usuários, consumidores).

  • Workshop Design Thinking (sábado dia inteiro, participo pela manhã):

    Pensamento Visual: o óbvio compartilhado
    O que é obvio para mim, nem sempre é obvio para você. Para quem não quer correr o risco de ser mal (ou sequer) compreendido, vamos falar de ferramentas que transformam seu pensamento em algo palpável, compartilhável e discutível.

As inscrições ainda estão abertas, te liga.

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5 coisas que a paternidade me ensinou até aqui

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Sim, a paternidade. Eu poderia dizer a minha filha, que está com um ano e meio. Mas não foi “só” ela… foi ela, a minha mulher, eu e toda essa situação que mexe muito com a gente. Aí vão 5 sentimentos/pensamentos que me ocorreram nesse período, não necessariamente por ordem de importância.

1. Ter rotina é bom!

Pelo menos pra algumas coisas, eu julgo que é essencial. A gente tem medo de que nossa vida caia na mesmice, então quando alguém fala “rotina”, atravessa a rua correndo. Pense bem, quem não tem filho: trocar a fralda do rebento, dar banho, dar comida, botar pra dormir… tem muita coisa na lida dos pais que é pura repetição, e não nos ocorre de reinventar a roda toda vez. Porque no meio disso tudo, tem um monte de surpresas. E querem saber? Até a rotina de cuidar da cria pode dar um puta barato.

2. Como nossos pais

Manja a música, né? Já me peguei com esse sentimento, “bah, como é legal sair com a família de férias, viajar pruma praia, exatamente como fazia com meus pais quando era criança”. Não sei se é só nas férias, mas acho que tem uma vontade aí de querer conservar as coisas boas da nossa infância e da vida em família.

3. Filho se cria desde a barriga

Outro dia conversava com um amigo sobre ser pai e fazer as coisas que antigamente o homem não fazia. Ops, quer dizer, alguns ainda não fazem. Trocar fralda, por exemplo. Ele me disse que trocou algumas fraldas no início, mas que agora quem fazia era a mulher. Aí me dei conta que “bah (2), trocar fralda é uma oportunidade de estar junto!”. E fui mais adiante, “a gente começa a criar uma filha desde que ela está na barriga, dando apoio pra mãe ou falando com a criança em formação”. Então, é perda de tempo pensar que tu só vai te ligar a ela realmente quando estiver falando, grandinha, já entendendo as coisas (já é, mermão! ela já entende tudo — o que importa).

4. Se não fez quando era solteiro, sem filho, faz agora — ou talvez nunca mais

Sabe aquela viagem, aquele vontade de mudar o rumo da vida, mudar de carreira, mudar de cidade? (Essa é parte é meio auto-ajuda. Ah… mas as outras também :P) Quando a gente tem filho, parece que dá mais coragem, no lugar de medo. Não sei se é todo mundo, mas parece que ocorre o seguinte, a gente imagina “o que a minha filha vai pensar, no futuro, se não levar isso adiante?”. Além disso, não botei um ser no mundo pra servir de desculpa pras coisas que não farei, é muito peso pra ele carregar. Então vai lá, faz e leva o bacuri junto.

5. Valendo! A vida já começou

É uma sensação de “agora não tem mais ensaio”. Ensaio é de quando a gente é adolescente e está na casa dos pais, eu suponho. “Quando eu tiver a minha casa, vou fazer desse jeito”. Pós-bacuri as coisas passam a ser menos transitórias, mais definitivas. Escrevi isso há alguns meses: “Pensando bem, nunca teve ensaio. Sempre foi um ensaio aberto, no palco.” Cá estamos, vamos em frente, mesmo errando as falas, a deixa etc.

(Foto: pasukaru76)
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Curso “User Experience (UX) Design”, na Feevale

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O quê? Inscrições abertas para o curso User “Experience (UX) Design”, com Thiago Esser
Quando? Dia 11/out/2014 (sábado), das 08h30min às 17h30min
Onde? 
Universidade Feevale, em Novo Hamburgo – RS. Prédio Bicolor – Sala 406 – Câmpus II (localização)

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Mais infos:

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Oficina de Prototipação de Software, na uMov.me

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Nessa oficina/workshop, apresento algumas ferramentas para desenhar telas e fazer protótipos navegáveis. O papo rolou dia 17/set/2014 na uMov.me.

Por que assistir?

  • Essa técnica permite visualizar melhor demandas de clientes – fazer um bate-e-volta com eles sem gastar muito verbo (nem verba :-);
  • Facilita a comunicação na hora de passar as demanda para desenvolvimento;
  • Além de dar margem para oportunidades não imaginadas inicialmente.

Vídeo

Slides

Desdobramentos

Durante a oficina, enquanto falávamos que praticamente qualquer ferramenta serve pra prototipar, o meu colega Ivair (Atendimento) mostrou essa brilhante idéia: prototipar um móvel usando Excel! Com a possibilidade que o programa dá de usar medidas para o tamanho das células, ele conseguiu chegar a um desenho de proporções iguais ao móvel que veio a ser produzido depois.

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(Post originalmente publicado no blog uMov.me Labs)

 

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Customer Journey Map, uma dinâmica para design de serviços

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Nesse vídeo, O Daniel Wildt explica como funciona essa dinâmica de mapeamento da jornada do cliente/consumidor/usuário, o Customer Journey Map. Participei ativamente — como UXer — da elaboração do mapa, e da facilitação com as diversas áreas da uMov.me para construi-lo.

Mais

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O que é Design? Uma tentativa de definição abrangente

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A partir do interesse em definir o que faço, e de dar um sentido pra isso, cheguei a esse definição de Design, que é um resultado de tudo que já li e observei sobre o assunto.

Design é fazer uma escolha consciente — dentro do espaço e do tempo — para atingir um objetivo.

Gostaria que ela fosse o mais ampla possível, e não se restringisse a um ou outra modalidade (Design Gráfico, Design de Interação, Design para a UX…). Deixa eu mostrar o que quis dizer com cada uma das partes:

…fazer uma escolha…

Sim, por supuesto. Escolher um caminho, uma forma, um fluxo, uma cor, uma palavra ao invés de outra. Eliminar opções. Eleger uma delas (ou mais de uma).

…consciente…

O “consciente” diz respeito ao fato de que essa escolha não é feita ao acaso. Não se decide no par ou ímpar. Por mais que seja design não-intencional (ver vídeo explicando o que é), aquele que, mesmo desconhecendo a realidade do mundo, parte de boas práticas e de uma idéia que parece minimamente razoável.

…dentro do espaço e do tempo…

O Design como algo contextual. Essas escolhas conscientes estão situadas numa determinada cultura e época, e não fogem a essas limitações. Pergunta: algumas coisas conseguem ultrapassar essa barreira? A título de exemplo, ver essa cafeteira.

…para atingir um objetivo.

Qual o resultado que se espera com essas escolhas conscientes e delimitadas no espaço-tempo? Um determinado comportamento, uma reação? Cabe dizer que essas escolhas não são gratuitas nem desinteressadas.

Design é… (de volta ao início)

Bom, a essas alturas alguém poderia dizer: “Qualquer um pode fazer isso, ‘uma escolha consciente etc etc…’! Ah, e no lugar de Design, eu poderia incluir Engenharia, Culinária ou praticamente qualquer ofício”. De fato. Há inclusive quem diga que a habilidade de fazer design não é algo exclusivo de designers, mas seria algo comum aos homens. Eu avisei, a definição era pra ser abrangente, não excludente :-)

[Update 02/09/2014]: Numa conversa no FB, um amigo que estuda o design + educação comentou sobre a dificuldade de se definir a atividade, se é que podemos chamá-lo assim:

Eu tinha pensado em começar minha dissertação falando sobre as (in)definições do Design, mas logo vi que era um mato sem saída, pois qualquer definição depende, nas palavras de Alain Findeli (conceituado professor da área, em artigo de 1990) “se o design é considerado como uma ideia, um conhecimento, um projeto, um processo, um produto ou, até mesmo, um modo de ser.”. As transformações pelo qual o campo do design passou, com suas novas ênfases; as distorções que ocorrem com o próprio termo (projeto, desenho, desenho industrial, design de sobrancelhas, design thinking); e outros tantos fatores fazem com que a tarefa de propor uma definição para o design possa ser contestada de mil formas. Depende do olhar.

[Update 15/09/2014]: Gostei bastante dessa definição nesse post sobre o métier de designer gráfico:

(…) graphic design is about creating things with stories, for people to use.

[Update 29/11/2014]: Então o Paul Rand entrou na conversa :)) Citações retiradas do livro “Conversations with Students“.

Design = content + form

Design is relationships

No livro, ele fala de relações entre formas e cores, algo mais ligado ao design gráfico, pelo que me lembro. Por exemplo, se eu escolho um quadrado vermelho, como seria a relação disso com um retângulo preto? Mas dá pra imaginar também: se eu escolho publicar artigos num aplicativo mobile, como seria a relação destes mesmos artigos publicados numa revista impressa (design estratégico)? E mais amplamente ainda, qual a relação das escolhas de design com o contexto onde essas decisões se inserem (local, tempo, cultura)?

(Foto: desescribir)