Livros: Combining Typefaces + The Craft of Words

Recomendo dois livros de bolso que li nesse fim de semana — Pocket Guides da Five Simple Steps. Um é mais especifico pra quem é designer (Combining…), outro é pra qualquer um que deseje melhorar a comunicação através de textos.

Combining Typefaces
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This pocket guide will give you a framework for efficient practice, lead you to founts of knowledge and help you judge the work you see, including your own work. It will encourage you to be selective, patient and reasonable, focusing on web contexts and your design goals.

The Craft of Words
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Look carefully and you’ll notice that many of the most successful designs are built around words. Apple tantalises us with the ability to hold “1,000 songs in your pocket”. MailChimp has created a wonderfully engaging brand, heavily focused around language.

Modelo Mental do Usuário vs. Modelo Conceitual do Sistema

Republicação de uMov.me Labs:

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Nessa Lightning Talk realizada no uMov.me Labs Summit, é abordado o dilema entre o Modelo Mental dos Usuários e o Modelo Conceitual de um Sistema.

Há uma distância -- nem sempre óbvia para quem é desenvolvedor de produtos digitais -- entre a parte funcional de um Sistema (Mapa Conceitual) e a idéia que um Usuário faz dele (o Mapa Mental).

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Teste de Usabilidade com os mais chegados

Questionado sobre como algumas empresas testam seus produtos, sem uma pesquisa formal, Jared Spool, pesquisador casca-grossa da área, afirmou que essas empresas fazem sim, testes de usabilidade. Só que de um jeito informal: com seus amigos, familiares e mais chegados.

Exemplo: no reconhecido caso da Apple, que afirma não fazer pesquisa com seus consumidores, primeiramente, eles desenvolvem produtos que gostariam de usar — telefones, computadores etc. Isso lhes dá a vantagem sobre outras empresas que tem que desenvolver produtos que não usam (ou não precisam usar no dia-a-dia). Além disso, esses produtos também estão no cotidiano das pessoas que os rodeiam.

Teste de Usabilidade é uma técnica que pode ser feita de mil maneiras, e é um consenso que ele deve ser feito com frequência e o mais cedo possível no desenvolvimento de um produto.

Nessa semana que passou, estava precisando testar a eficiência de umas mensagens com orientações a usuários. Se você é usuário de iPhone, já deve ter visto algo parecido: precisava dizer que o aplicativo usaria o serviço de localização do aparelho (no meu caso, isso era uma condição para seguir em frente), e que isso deveria ser configurado na tela de Ajustes.

Na versão iOS 6, os Serviços de Localização foram parar dentro da seção Privacidade. Ciente disso, abordei dois conhecidos meus… usuários diários de iPhone, com noção do que é configurar algo na tela de Ajustes, mas sem um background na área de desenvolvimento de produtos digitais (isto é, não-especialistas). Fui do geral ao particular para ver o que funcionava melhor em termos de orientação. Abaixo, a conversa:

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Na primera conversa, a pessoa logo deixou claro que era necessário alguma identificação com a área Privacidade.

No segundo caso, quando abordei de forma mais mais genérica (“Vá em ajustes e encontre o Serv. Localização lá…”), houve confusão, e a essa pessoa relacionoua orientação com o iCloud, que não era o que eu pretendia.

Com um instrução mais clara e precisa (também citando Privacidade), a tarefa foi cumprida com sucesso.

Pra fechar…

Isso tudo pra dizer que você pode testar seu produto de diversas formas e, em alguns casos, testes simples como esse podem ajudar a melhorá-lo indiscutivelmente.

Dojo com UX Canvas (II)

Seguindo a mesma linha do dojo de ontem, fizemos o Dojo de UX Canvas aqui na uMov.me tendo como case o nosso próprio produto.

Para introduzir a idéia do canvas aos colegas, falei sobre as forças que em geral pesam (proporcionalmente ou não) em uma empresa de tecnologia.

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Depois, fomos ao canvas propriamente dito. Acrescentei algumas perguntas em cada um dos quadrantes pra complementar a descrição do site, que pode ser um pouco extensa pra um momento como o dojo.

Preenchemos o quadro com post-its mais ou menos nessa ordem, que é a que parece fazer mais sentido:

  1. Cliente: Quem são nossos clientes?
  2. Requerimentos: O que eles pedem?
  3. Objetivos do Cliente: Onde querem chegar?
  4. Recursos: Do que dispomos ou precisamos dispor pra realizar esse projeto?
  5. Cenários de Uso: auto-explicativo (Nessa parte, no lugar de post-its, parce ser mais proveitoso usar um fluxograma ou storyboard).
  6. Usuário: Quem é o usuário final?
  7. Objetivos do Cliente: Onde querem chegar?
  8. Artefato/idéia Problema: Qual o principal problema que os usuários enfrentam atualmente? (Tomei a liberdade de alterar o nome e o propósito desse quadrante, para acrescentar mais tensão/movimento à dinâmica).
  9. Proposta de Experiência: (Aqui deixamos em aberto para ser mostrado algo genérico ou mais detalhado, desde que a proposta fique clara pros ouvintes).

De cinco em cinco minutos, uma dupla tomava conta do canvas, enquanto discutia em voz alta o que acrescentaria. Enquanto isso, os “de fora” iam dando idéias/palpites e discutiam o que era mais justo de se colocar no quadro (a decisão final era de quem “pilotava”).

UX Canvas

O UX Canvas é um projeto de Fernanda Parisi e Daniel Ranzi Werle (www.uxcanvas.com)

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Dojo com UX Canvas no Tecnotalks

Os dojos são dinâmicas feitas de aprendizado misturado com a prática.

O que fizemos no último encontro do TecnoTalks — um grupo rotativo de pessoas dentro do TecnoPUC que organiza encontros pros profissionais apresentarem suas idéias — não foi diferente disso.

Junto com o Pedro Belleza e o Danilo Barros (ambos da HP), aplicamos uma técnica que ainda não tínhamos usado: o UX Canvas. Na abertura, usamos essa apresentação, que serviu pra por na roda conceitos mais ou menos obrigatórios da área.

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Participantes

A proposta é um pouco semelhante ao dos outros Canvas (Bussiness Model, Lean…), que é a de construir, de forma dinâmica, um quadro que demonstre quais elementos estão em jogo em determinado projeto, produto, serviço…

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(Ux Canvas é um projeto de Fernanda Parisi e Daniel Ranzi Werle.)

Desafio

O desafio proposto foi projetar — com a ajuda do Canvas, é claro — uma solução pra inscrições e acesso aos conteúdos gerados no TecnoTalks. O problema realmente existe atualmente. Como o evento é voluntário e tem uma comissão cambiante, hoje o principal problema é gerenciar as inscrições de forma fácil, bem como armazenar as apresentações num lugar de acessível.

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Pedro Belleza e eu no 1o. Stand-up Comedy Dojo.

Cliente

A Tatiana Ximenes representou o cliente. Ela já participou várias vezes da comissão de organização, portanto esse papel lhe coube muito bem, além de dar um bom aspecto de verossimilhança à dinâmica.

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Comentários

Nos dois dias em que a dinâmica foi realizada, o principal comentário foi o de que não ficou muito claro como as partes do Canvas se relacionam (diferente de outros canvas, comentaram os participantes).

Também percebemos que não há um lugar destinado ao problema, e que esse poderia  ocupar o lugar do Artefato/Idéia, talvez.

No geral o quadro se mostrou muito útil pra agregar conceitos, requisitos e observações que de outra forma ficariam desconectadas. Um comentário que também faço é o de que o UX Canvas pode servir, no mínimo, para afirmar o óbvio (“esse é o nosso cliente, esse é o nosso usuário…”), embora, ao questionarmos, isso nem sempre se mostre tão óbvio quanto pensamos ser.

Lições de Design: leia os livros e/ou aprenda na marra

O bom de ler os livros de designers mais experientes é que a gente pode evitar de cometer os mesmos erros que eles. É o caso desse livro aqui, Design is a Job, de Mike Monteiro.

O autor, designer experimentado, dá vários macetes da profissão, principalmente sobre aqueles que tendem a ser assuntos mais delicados: dinheiro, contratos, como apresentar o trabalho ao cliente… (obs.: com o tempo devem deixar de ser delicados, mas sempre vão requerer atenção).

Ele também não deixa de alertar: mesmo sabendo o que não fazer, nada nos impede de cometer os mesmos erros. É aquela pedagogia do “só tomando na cabeça mesmo”. Já aconteceu comigo em relação a pelo menos uma das questões abaixo:

Quem aprova, ou quem está envolvido no processo de aprovação?

Em geral, a pessoa ou setor que lhe demanda o trabalho é aquela que aprova ou intermedia a aprovação. É importante saber quem mais pode estar envolvido nesse processo. Isso evita situações como essa: no meio do caminho você descobre que o seu trabalho também depende da avaliação de um outro setor e de uma agência de propaganda.

Nesse caso, o mais interessante é buscar se envolver com essas pessoas diretamente, e não só por intermédio do seu contato, fomentando a colaboratividade e cortando o “telefone sem fio”.

Qual a finalidade do trabalho?

Pode parecer uma pergunta banal, afinal, os clientes já sabem pra que eles precisam de um determinado trabalho, certo? Alguns não. E mesmo com os que sabem, é importante confirmar: qual a sua necessidade? “Vender mais˜, ˜Fortalecer a marca˜,  “Divulgar o telefone e a localização da loja”, e assim por diante. A resposta pode até indicar que  você não é o profissional que o cliente precisa naquele momento.

Quem paga, ou quem é responsável pelo pagamento?

Essa é especial para os casos de freelances. Nem sempre quem paga é aquela pessoa que valida o seu trabalho. Depende do tamanho da empresa cliente… se é grande, quase 100% de chances de não ser a mesma pessoa.

Mike Monteiro é enfático (e eu apóio): jamais tenho vergonha de falar sobre dinheiro com o cliente. Com isso em mente, levante os possíveis fatores que possam impedir o pagamento e coloque-os na mesa o mais cedo possível, de preferência diretamente com a pessoa responsável (financeiro).